sábado, 14 de maio de 2011

CNH CASSADA NÃO INTIMIDA MOTORISTAS EM SITUAÇÃO IRREGULAR NO DF

Detran revela que 70% dos condutores com a habilitação bloqueada em 2010 continuam a dirigir. Órgão intensifica fiscalização e usa veículos descaracterizados para flagrar infratores.

Mesmo com o direito de dirigir suspenso, a maioria dos brasilienses pegos na Lei Seca continua ao volante. O Departamento de Trânsito (Detran) constatou que 70% dos motoristas com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) bloqueada em 2010 não entregaram o documento ao órgão. No ranking dos irregulares, lideram os condutores que tiveram a licença cassada depois de serem reprovados no teste do bafômetro. O Detran promete intensificar os trabalhos de captura daqueles que continuam à solta pelas ruas do Distrito Federal.

Os flagrantes dos infratores ocorrem em carros descaracterizados, sem emblemas do Detran ou da polícia. Os integrantes do Núcleo de Policiamento e Fiscalização de Trânsito investigam os dados do motorista que teve a CNH suspensa e dão início ao monitoramento de quem insiste em dirigir, apesar de ter recebido a notificação de suspensão pelos Correios e de ter o nome publicado no Diário Oficial do DF. A partir daí, seguem o condutor em uma viatura à paisana e, com a confirmação de que ele guiou um veículo, fazem a abordagem para recolhimento da habilitação suspensa.

Em uma das abordagens, um brasiliense que infringiu a Lei Seca no ano passado foi autuado. O gerente de Fiscalização do Detran, Marcelo Madeira, afirma que o caso foi julgado nas instâncias administrativas e ele terá de passar um ano sem guiar qualquer tipo de veículo. Como, segundo Madeira, o motorista não havia entregado a CNH ao órgão, os agentes decidiram procurá-lo em um automóvel descaracterizado. A equipe o perseguiu e, após flagrá-lo ao volante, chamou uma viatura com distintivos do Detran para fazer a notificação e recolher o carro ao depósito.

A combinação entre álcool e direção ganhou o primeiro lugar na lista de motivos para o bloqueio de 3.669 carteiras em 2010. Ao todo, 2.534 pessoas reprovadas no teste do bafômetro foram condenadas a ficar um ano sem dirigir. A segunda posição ficou para os motociclistas. Mais de 400 pilotos perderam a licença por trafegar sem capacete. A realização de manobras perigosas em vias públicas do DF ficou como a terceira colocada no ranking de infrações que resultaram na cassação das CNHs emitidas pelo órgão.

O sentimento de impunidade justifica a insistência dos condutores. De acordo com Madeira, muitos dos infratores acreditam que não serão pegos pela segunda vez. Com esse pensamento, resistem em devolver a habilitação ao órgão e privar-se do direito de dirigir pelo período estipulado. “Eles imaginam que vão escapar impunes. É uma coisa estúpida persistir no erro. A fiscalização é feita com severidade. Tanto ela existe que essas pessoas já foram autuadas uma vez e podem, inclusive, ser pegas novamente”, observa o gerente de Fiscalização.  

Fonte: correiobraziliense.com.br

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